Wednesday, August 17, 2011

Sorria, você esta sendo filmado, identificado, rastreado ...

Nos últimos posts falei basicamente de viagens, passeios, etc. Então resolvi escrever um pouco do trabalho também, para não acharem que minha vida aqui é só sombra e água fresca.

Hoje sou engenheiro de pesquisa no INRIA, instituto Francês de pesquisa em computação, em um dos centros localizado no parque tecnológico Sophia Antipolis, o Vale do Silício da França.
O ambiente em aqui é interessante, para os geeks e nerds, claro. É difícil encontrar um engravatado, contudo é fácil encontrar alguém de bermuda e havaianas pronto para discutir física, robótica ou vídeo games. Ahh e a maioria prefere smartphones android a Iphones. :)

O INRIA tem muitas equipes e projetos, e particularmente sou membro da equipe Pulsar que desenvolve projetos na área que chamamos de visão computacional (VC), em poucas palavras, desenvolvimento de sistemas inteligentes que envolvem processamento e análise de imagens/vídeos (estou colocando links no texto para quem quiser mais detalhes).

Existem inúmeras aplicações nesta área, você já deve ter visto, por exemplo, o reconhecimento de faces na sua maquina fotográfica ou controles de vídeo game como o kinect que reconhecem movimentos usando cameras, estas são aplicações que utilizam técnicas de visão computacional. Eu por exemplo, já trabalhei com detecção automática de sinais de transito em imagens, identificação de objetos em imagens aéreas para navegação autônoma de aeronáves não tripuladas, etc..

Hoje a minha função aqui é estudar e desenvolver métodos automáticos para identificação de eventos. O objetivo é analisar o comportamento de pessoas ou objetos em vídeos. Tenho trabalhado com vídeos de pessoas em estações de metrô, meu modelo deverá identificar eventos como, pessoas comprando bilhetes, correndo ou se comportando de forma anormal.

É engraçado trabalhar com estes vídeos, vejo muitas cenas curiosas, quem nunca fez uma gracinha para a camera? Pessoas acenando ou mesmo dançando para a câmera. Portanto quando ver uma camera de agora em diante, não espere estar sendo visto apenas pela pobre pessoa da segurança que poderia estar dormindo ou vendo uma partida da futebol. Estas cameras vão ficar cada vez mais inteligêntes, cuidado, vai começar o big brother da vida real, hehe. Isso me lembra um filme muito bom chamado Controle Absoluto (Eagle Eye) onde as pessoas são monitoradas pela segurança pública o tempo todo.

Também estou tentando aproveitar para conhecer outros projetos no INRIA, existem muitas coisas interessantes sendo desenvolvidas por aqui. Semana passada eu fui voluntário de um experimento de navegação em um ambiente de realidade virtual. Era uma uma sala com projeções nas 3 paredes (frontal e laterais) além do chão. Coloquei óculos 3D e alguns dispositivos nas mãos para reconhecer meus movimentos. O objetivo era explorar alguns ambientes virtuais e realizar algumas tarefas simples como, seguir alguns caminhos e tocar em algums objetos.

Laboratório de navegação imersiva INRIA


Eu explorando o ambiente virtual, infelizmente não conseguimos os mesmos efeitos na foto, mas o cão parecia muito real, ele se levantava e latia quando eu me aproximava dele.


Eu sempre fui fascinado por ciência, pois me faz “enxegar” o futuro. Muitas das coisas que estamos estudando podem melhorar nossas vidas e fazer parte de nosso cotidiano em anos ou talvez décadas. Mas antes de vir para França desta vez, eu também tive uma excelente experiência profissional de um ano e meio, onde pude aprender muito sobre o mundo dos negócios. Então, voltar para o meio científico tem sido uma experiência muito diferente das outras vezes, pois tenho uma visão muito mais prática e objetiva das coisas, o que nem sempre acontece neste ambiente. Espero encontrar um meio termo para minha futura carreia, entre a industria e a ciência. :)

Postarei quando tiver mais alguma experiência interessante, até o próximo post !

Thursday, August 11, 2011

French Barbecue

Semana passada recebi meu amigo Jean aqui em casa. Foi uma semana muito agitada, andamos muito aqui pela região, fomos em algumas festas em Cannes e Nice, praias, encontros do CS, ahh e também fomos para o badalado principado do Monaco.

Não posso esquecer de citar que tivemos um churrasco aqui em casa, o dono da casa fez questão que nós estivéssemos presentes com alguns amigos dele. Foi um churrasco Francês, isso quer dizer, sem música, todos sentados à mesa esperando os espetinhos de carne e bifes ficarem prontos, pelo menos a churrasqueira não era elétrica, hehe.

Confesso que quando ouvimos a palavra “churrasco” no Brasil, logo pensamos em festa, mas aqui estava mais para um jantar, aliás a comida estava super boa e tomamos boas taças de champagne e vinho. Mas quando acabamos de comer todos estavam calados, um silêncio... Aos poucos surgiram algumas conversas, em francês claro, então ja podem imaginar a felicidade do Jean que não entendia muita coisa, nem eu pra falar a verdade, hehe. Ficamos todos com cara de sono até quase uma da manhã ainda à mesa, tudo pela politesse.

É engraçado, há algumas semanas eu estava com o Jean em São Paulo e agora por coincidência estamos nós aqui juntos novamente, mas em outro continente. Nesta semana que ele esteve aqui eu percebi como é diferente chegar em algum lugar com pessoas que você gosta. Tudo é divertido, até quando perdemos o onibus e tivemos que ficar uma noite na rua (culpa do Jean, claro).

Vimos muitas cenas engraçadas e inusitadas na rua, vou fechar o post com algumas fotos e agradecendo o Jean pela visita. Minha casa esta sempre de portas abertas para os amigos. Venham me visitar. Aproveitem que ainda é verão aqui, hehe.

Djs mascarados na festa eletrônica na Praia de Cannes (com presença do brasileiro Gui Borrato)



Cidadão em Nice



Este é um cachorro muito feliz que estava correndo como um louco, passando por cima de tudo e todos na praia de Juan Les Pins, até que ele resolveu se refrescar na água e seu dono o pegou.



Sósia da Hebe Camargo (quando jovem) fazendo umas comprinhas em Monaco.


Desculpem as brincadeiras no post, e até o próximo ...

Sunday, July 31, 2011

Gorges du Verdon e encontros do CS

Algumas semanas atrás eu ouvi alguém falar sobre um lugar chamado Gorges Du Verdon, resolvi buscar algumas imagens no google e fiquei bastante impressionado com a paisagem. Também descobri que fica bem próximo de onde estou, então aproveitei a visita de um amigo parisiense para conhecer o lugar no fim de semana passado.

Alugamos um carro, pegamos as instruções na internet e lá fomos nós. São aproximadamente 120 km (saindo de Antibes) de subida com belas paisagens. Passamos boa parte do trajeto na Rota de napoleão (Route Napoléon) um caminho histórico aberto por Napoleão que sai da Cote D’Azur e chega até os Alpes Franceses. Também passamos por algumas cidadezinhas bem simpáticas e rústicas como Grasse (a capital do perfume) e Castellane. Só pelas paisagens no caminho já vale a pena.





Depois de 1h40 de estrada chegamos ao nosso destino, Gorges du Verdon. Um desfiladeiro (Canyon) com 25km de extensão e 700m de profundidade e com um rio verde de água cor verde esmeralda. Muitas pessoas vem para acampar, fazer kayak, rafting e trilhas. Infelizmente desta vez não tive tempo de fazer nada disso, mas não resisti e pelo menos me refresquei um pouco no rio e então voltamos para casa no fim do dia.





Este fim de semana eu não fui muito longe, resolvi ficar por aqui e sair com os colegas do Couch Surfing (CS). Estou realmente impressionado com o grupo de CS da região, eles são sempre animados e dispostos.

Fizemos um encontro para ver os fogos de artifício em Cannes na sexta feira e estendemos com uma festa na praia. Haviam entre 30 a 40 pessoas de nacionalidades diversas. Foi bem divertido, bebemos, cantamos, jogamos vôlei e alguns nadaram (eu não, porque não estava com um pouco de frio). Era a despedida de um brasileiro que mora em Cannes e esta voltando para o Brasil em alguns dias, por sinal o único brasileiro que encontrei por aqui até agora. Eu fui embora as 3h30 da manhã, mas muitos amanheceram na praia. No sábado outro grande encontro na praia de Nice com umas 50 pessoas.



Sempre encontro pessoas interessantes, de cabeça aberta e com muitas histórias pra contar nestes eventos, o intercâmbio cultural é sempre muito rico. Quando pensamos que nunca mais veremos algumas pessoas (porque elas estão apenas de passagem) as encontramos por aí. Eu por exemplo, já encontrei por coincidência uma pessoa do CS que conheci em Luxemburgo correndo da chuva na Av. Paulista em São Paulo.

Todos estes encontros e pessoas que tenho encontrado têm sido muito importantes neste momento, porque é sempre difícil se mudar, chegar em um lugar sozinho, fazer amizades, especialmente quando estamos fora do nosso país.

Para aqueles que ainda não conhecem o CS:

Saudades daqueles que gosto e estão longe...

Sunday, July 17, 2011

Right, Left, Right, Right, Right ...

Eu mal cheguei no trabalho e já peguei um feriado prolongado, 14 de Julho é a Fête Nationale na França. Este ano caiu na quinta feira e fizeram ponte na sexta, sendo assim eu trabalhei 3 dias e estou folgando 4, nada mal.

Apesar de gostar da idéia, ao mesmo tempo estava um pouco preocupado, pois eu não me lembrei do feriado, não havia programado nada e ainda não conheço muita gente por aqui. Não queria passar quatro dias aqui sem fazer nada, mas isto seria um problema, se e somente se não houvesse couchsurfing.com (CS). :)

Entrei na comunidade CS da região e descobri que eles são muito ativos e realizam muitos encontros, então troquei algumas mensagens com algumas pessoas e já combinei de ver os fogos de artifício em Cannes em comemoração a 14 de julho. Foi um espetáculo e tanto de luz e som e além disso ainda pude conhecer algumas pessoas que também moram na região.

Ficamos sentados na praia, na frente de uma área privada com belas cadeiras e restaurantes que serviam jantares luxuosos para quem quisesse ver o espetáculo de "camarote". A verdade é que nós tínhamos o melhor lugar, a nossa frente apenas o mar. Só tivemos que fazer uma barreira de areia para as pequenas ondas não nos molhar, hehe, já que a maré subiu um pouco.




No dia seguinte eu aproveitei para conhecer as praias próximas de onde eu moro, peguei um sol, nadei um pouco, andei muito...Mas o mais legal mesmo é o que fizemos no sábado. Alguém do CS organizou um passeio de kayak saindo as 11h00 de Cannes e visitando duas ilhas próximas (Iles de Lérins). Uma das ilhas tem o castelo onde supostamente o lendário homem da máscara de ferro (Leonardo Di Caprio, sabe? rs) teria sido aprisionado por algum tempo e a outra ilha um mosteiro.


Forte na ilha de Saint-Honorat

Fomos em 14 pessoas com Kayaks duplos e um monitor. Adivinha quem foi meu par? Sim, um indiano, hehe. Durante a atividade, enquanto remávamos em sincronia perfeita, alguém do grupo passou e disse: "Nossa, vocês parecem irmãos". Mas eu não desanimei, hehe.

Em boa parte do percurso é possível ver o fundo do mar e alguns peixes, muito relaxante apesar de todo o esforço físico. Paramos em uma parte da ilha para "piquenicar", é engraçado aqui eles tem um verbo para fazer piquinique (pique-niquer). Comemos, nadamos, foi bem divertido.



Por volta das 16h00 resolvemos pegar os kayaks e voltar, só não contávamos com uma mudança do ventos que deixou o mar super agitado. O clima ficou um pouco tenso, a gente tinha que remar muito só para um lado, porque o vento nos empurrava para o outro, e quando olhávamos para onde tínhamos que chegar parecia impossível.

Quando começamos a nos aproximar de uma certa parte da ilha, as ondas ficaram muito mais fortes então o monitor disse para a gente parar ali mesmo. Começamos a remar bem forte (right, left, right, left ... com aquele sotaque indiano, rs) derrepente, uma onda maior se formou logo atrás da gente, e não teve como escapar, surfamos esta com o kayak, hehe. Mas o o problema é que logo a frente quando a onda começou a abaixar surgiu uma grande rocha, desesperadamente começamos a remar (right, right, right...) e ufa deu tempo. Todos chegaram bem, foi adrenalina pura !

Atravessamos a ilha puxando os kayaks (bem pesados por sinal, demoramos bastante), porque do outro lada o mar estava calmo. Descansamos mais um pouco, comemos o que sobrou do piquenique e então partimos de kayak à Cannes. O mar não estava tão calmo como pela manhã, mas estava tranquilo para fazer o percurso em segurança.




Chegamos cansados do outro lado, mas super contentes e motivados, foi um dia excepcional. Com belas paisagens, atividade física e fortes emoções. Um feriado perfeito, cheio de atividades, descobri um novo esporte e começo a fazer amigos, acho que vai ser bom.

Eu vou criar um álbum para postar as fotos e coloco o link aqui no blog.

Au revoir




Friday, July 15, 2011

Eu, Indiano?

Na minha nova temporada na França, a princípio por seis meses (até Dezembro), pretendo manter o blog atualizado com novidades da minha viagem. Para começar nada melhor do que falar do meu novo trabalho e minha nova casa.

A chegada na França foi tranquila como sempre, aproveitei para rever uns amigos em Paris onde fiquei 4 dias e então vim para o Sul (Antibes) onde fui recebido pelo meu hoster, um senhor Franco-Italiano que resolveu alugar os quartos da sua grande casa. Fui bem recebido, teve até champagne. Moram duas outras pessoas na casa, um Italiano que trabalha no mesmo lugar que eu (INRIA) e um Canadense que faz um estágio de intercâmbio.



Aqui é verão e essa região é excepcionalmente quente, tem feito 26 graus C a noite, como não bastasse tem muitos pernilongos aqui na casa, mas tudo bem já comprei uma daqueles repelentes que colocamos na tomada, espero que funcione ! Para compensar eu estou a uns 300m da praia, uma pequena, mas bela praia no mediterrâneo, com areia branca e água azul da cor de céu.

Antibes é uma cidade pequena entre Nice e Cannes, não gosto muito de cidades pequenas, acabei vindo pra cá pela proximidade do trabalho, mas esta até que a cidade é bem simpática e no verão é bem agitada.



Meu local de trabalho também é interessante, fica em um parque tecnológico chamado Sophia Antipolis, é uma região preservada no meio das montanhas com muitas empresas e universidades tecnológicas, dizem que é o Vale do Silício da França. É um local muito tranquilo, não a barulho nenhum, exceto de pássaros e cigarras, e como tem cigarras :/

Este centro de pesquisa (INRIA Sophia Antipolis), diferente do outro que estive em Nancy, não é tão moderno. Os prédios são mais antigos e a estrutura um pouco mais fraca, bom esta foi a primeira impressão. Ahh, o restaurante também não é tão bom como o outro, mas não é ruim não.


O ambiente de trabalho/pesquisa aqui é bem descontraído, quase todos vem trabalhar de chinelo e bermuda, os horários são flexíveis e é bem internacional. Na minha sala por exemplo, ficamos eu, um Tunisiano, um Chinês ahh e um Indiano.

Flash black: "Na minha ultima vinda para a França eu me sentia um tanto intimidado pelos indianos, em qualquer lugar que eu fosse, se houvesse indianos eles ficavam me encarando, bom nunca soube exatamente porque".

Agora que trabalho na mesma sala que um indiano, assim que comecei a conversar com ele (por sinal muito difícil entender o sotaque de início) ele falou: "vocês brasileiros se parecem conosco". claro se referindo a mim, até porque tem um monte de brasileiro, japonês, negro, loiro e de tudo quanto é jeito. É o que eu pensava e agora esta confirmado, eu pareço indiano ! Ahh ele até me deu um convite para o google+.

Bom, tem um monte de Índia em TI, então é bom eu aceitar que minha conexão com a Índia esta só começando. Aliás já tinha começado, um dos meus antigos chefes é indiano e a minha entrevista de emprego foi com ele, talvez por isso eu tenha sido contratado, hehe. Mas em geral eles são simpáticos, pelo menos comigo.

Bom, por hoje é só, enquanto escrevo aqui vocês no Brasil devem estar dormindo, são 5 horas de diferença por conta do horário de verão.

À Plus...









Saturday, March 12, 2011

El Chaltén - Fitz Roy - (dia 5)


Dia 06/03/2011...

Hoje fizemos a trilha para ver o Fitz Roy, foi neste pico que um brasileiro morreu a pouco tempo tentando escala-lo, por sinal seu corpo ainda está la, já que ele não pode ser resgatado.

Mas para tranquilidade de meus pais, não vamos escalar nada, apenas fazer as trilhas com vistas para a montanha. Decidimos pegar a parte mais alta da trilha ( El Pilar) chegamos de carro e fomos descendo, assim podemos ver o Fitz Roy de vários ângulos. Esta foi sem dúvida a trilha mais interessante que já fiz, as trilhas são bem marcadas, as paisagens são formidáveis e temos muitas surpresas no caminho, como o lago Capri e rios de onde se pode beber água. Veja algumas fotos durante a trilha:



Trilha entre os pontos El Pilar- Poicenot - Laguna Capri - El Chaltén

Levamos umas 5 horas para terminar a trilha que deve ter uns 17 km, veja o caomho percorrido no mapa abaixo (utilizei a aplicação Endomondo para Android para gerar este map):






Finalizamos então as atividades em El Chaltén, valeu muito a pena ter alugado o carro, tivemos liberdade e foi bem divertida a viagem com os companheiros que encontramos no albergue, perfeito.

De volta a El Calafate as 20h...

Tivemos que abastecer o carro, mas a gasolina estava acabando na cidade, então enfrentamos uma longa fila para conseguir. Inclusive está foi uma recomendação da locadora de carros, assim que chegassemos em El Chalten deveríamos abastecer o carro, ou correríamos o risco de ficar sem gasolina e poder voltar. O preço do litro de gasolina era 3.8$ pesos em postos Petrobrás.

Tivemos alguns inconvenientes para devolver o carro na agência Nunatak, o valor saiu mais caro do que combinado, o argentino espertalhão não nos deu os descontos prometidos, o que é de uma certa forma comum por aqui. O ideal é pedir comprovantes e papel para tudo, porque os caras agem de má fé, não muito diferente do que acontece com muitos turistas no Brasil.

Deixamos nossas bagagens no hostel Che Largato que no geral é um bom albergue, descolado e muito bem localizado mas as vezes um pouco barulhento, o que não me incomodou. Mas nossos colegas de viagem encontraram um super hostel chamado Calafate hostel a 2 quadras do nosso, mas com uma infra muito superior, quartos privativos com banheiro tv de plasma, lindo o lugar...e pelo mesmo preço do nosso, acho que vale a pena conferir.

Para encerrar o dia fizemos um jantar de despedida com nossos super companheiros de viagem brasileiros Daniel e Horácio, que nos fizeram excelente companhia com muitas gargalhadas durante a viagem. Só para constar, comemos no La Lechuza, onde o Gigot ( perna) de Cordero saiu por mais ou menos uns 80 pesos, confesso que não gostei muito do prato e mesmo os que pediram prato mais convencionais preferiram o restaurante de El Chaltén ( Mi Viejo) , que por sinal tem uma franquia em El Calafate.

Foram dois dias tão agradáveis que fiquei até um pouco triste na despedida. No outro dia eles partiram para Torres Del Paine enquanto nós para Buenos Aires, agora o trekking será urbano, rs.

El Chaltén - Patagonia - (dia 4)

Conhecemos 2 outros brasileiros enquanto tomávamos café no hostel, então surgiu a idéia de alugar um carro para ir a El Chalten (250km de Calafate).

Alugamos o carro um dia antes por aproximadamente 340$ pesos na agência nunatak ( farei mais comentários sobre a agência no próximo post).

Dia 05/03/2011...

Levantamos cedo, ainda no hostel em Calafate, tomamos café e partimos de carro para El Chalten. Apesar do caminho ser extremamente fácil, quase nos perdemos. Não há muitas placas no caminho, muito menos postos de gasolina ou alguém para pedir informação. Então é importante ficar de olho para não perder poucas placas que sinalizam as entradas.

O caminho é espetacular, uma mistura de deserto, lagos, e montanhas cobertas de neve ao fundo. Apesar da diversidade de animais ser bem pequena, vimos alguns guanacos ( um parente da lhama) que vive cruzando a rodovia assim como as pequenas lebres.

Ruta 23


Chegamos em El Chalten e paramos no office de turismo logo na entrada da cidade, para saber das trilhas e atividades que o lugar oferece. Seguimos para o único albergue que conseguimos reservar, o Glaciar Marconi. O lugar não é bonito, na verdade é bem feio, mas conseguimos um quarto para 4 com banheiro por 45$ cada o que é bem aceitável.

Glaciar Marconi Hostel


A cidade de El Chalten é minúscula, algumas poucas ruas, mas o pequeno comércio, hoteis e restaurantes são na maioria bem charmosos.


Para começar o dia escolhemos a trilha para o Laguna Torre, levamos 6hrs de trekking ( ida e volta ) aproximadamente uns 20 km. A trilha foi legal, mas sinceramente eu esperava mais do lago, que mais parece uma poça gigante cinza, é como se fosse um lago numa cratera, não há verde, porém as montanhas e gelo ao fundo são belas. Veja o o caminho que percorremos nesta trilha abaixo:


Triha e Laguna Torre


Como o dia termina tarde nesta época por aqui, pegamos o carro e fomos dar umas voltas numa estrada de terra a margem dos rios que se formam com água da montanha, vimos paisagens belíssimas. Encontrados 3 gambás na estrada desses pretos com a faixa branca nas costas, como o pepele gamba do desenho animado, pena que era quase noite e as fotos não ficaram boas.

De volta à Chalten, paramos no restaurante de carnes Mi Viejo, como o prato típico (cordeiro com papas fritas) já havia acabado, acabei pedindo Lomo ao molho de pimenta com papas a lá crema, custou $80 pesos e valeu cada centavo o melhor restaurante até o momento.

Depois de um dia inteiro de atividades físicas o cansaço nos fez parecer estar em um hotel 5 estrelas, nunca havia dormido tão bem, rs.

Wednesday, March 09, 2011

El Calafate - Mountain bike ( dia 3)

Hoje (04/0302011) resolvemos ter um Dia com atividades um pouco mais tranquilas, também queríamos dormir até um pouco mais tarde, rs. Levantamos as 9h e saímos para dar uma caminhada pelo lago Argentino que cerca a cidade, minha expectativa era ver os flamingos, mas não tive sorte, o máximo que vimos foram alguns cisnes.

Quando decidimos almoçar era por volta das 12h, mas não estávamos encontrando muitos lugares. Achamos que muitos abriam apenas para o jantar, mas depois nos demos conta de que os horários aqui são diferentes, as pessoas comem mais tarde e o comércio fecha as 13h e volta por volta das 16h como a siesta na Espanha.

Almoçamos em um restaurante chamado Ricks, eles têm uma espécie de rodízio de carnes e um buffet de saladas livre por 65$ pesos, bom a verdade é que o restaurante é bem simples, as carnes não muito selecionadas, mas não estava ruim e nos alimentamos bem, é um desses lugares p reabastecer as energias, rs.

As 15h fechamos um tour de montain bike com a empresa HLS por 175$ pesos para visitar um sítio onde existem pinturas rupestres. Fomos acompanhados por um instrutor até o local. A visita no sítio foi bem sem graça, mas a pedalada valeu a pena, cenários lindos em aproximadamente 25km de trilha, levamos umas 3h para completar o passeio e ver o sítio. Uma boa recomendação para quem não têm muito tempo em El Calafate.



Voltamos e tomamos um cerveja no bar restaurante Cambalache próximo ao hostel, lugar interessante, ainda pegamos um happy hour com direito a duas cervejas de 900ml por 17$ pesos e uma porção de papas fritas por 18$.

Amanhã iremos para El Chalten...